Leo is a brazilian hitchhiker. Leo é um viado cara que,
sempre que pode, taca uma mochila nas costas e sai pedindo carona pra
onde der na telha indo pra casa de gente que nunca viu.
Tava dando uma olhada em um dos pontos para se pedir carona na saída de Belo Horizonte sentido Ouro Preto ou Rio de Janeiro, e eis que encontrei um caroneiro flagrado no Street View com o dedo erguido querendo ir pra algum lugar. Infelizmente esse não usava plaquinha pra gente saber pra onde ele ia, mas adorei ver como esse ponto ficou eternizado nessas fotos. hahahahah
| O Google Satelite também flagrou outro caroneiro pedindo carona neste mesmo lugar em uma foto bem mais antiga. |
Algumas semanas atrás consegui encontrar com Ulyane, uma das escritoras do blog Joguete, online no Facebook (ela estava tentando falar comigo desde antes do carnaval!). Eu estava no meio de uma festinha na casa de uma amiga, tomando cerveja e recebendo indiretas de alguns garotos, quando decidi dar a entrevista como ela queria - em tempo 'real'. Me mantive centrado com meus dedos frenéticos (todos se assustam com a velocidade em que digito hahah) respondendo às perguntas que ela tinha para me fazer.
Hoje saiu o resultado, e segue a imagem abaixo que foi criada pelo pessoal do blog pra ilustrar a entrevista. Clique na imagem para ir direto ao post da entrevista. Achei o máximo! beijons!
Hoje, o Joguete entrevista Leo Carona, mineiro e mochileiro popular na rede que um dia decidiu sair em busca do acaso.
(este post foi escrito em espanhol e portanto preferi movê-lo para meu blog de viagens de carona pela américa do sul)
resumo do assunto: no próximo mês (janeiro de 2012) viajarei pelo norte do Brasil e Peru pedindo carona. vou escrever as histórias em espanhol pra servir como informação pras pessoas que quiserem pedir carona pelo Peru.
Aqui vai um vídeo da chegada da Larêssa a BH! Quando ela veio passar um feriado aqui em casa, vinda de Raul Soares de dedão na estrada :)
Na verdade ela me fez alguns vídeos na estrada... mas ainda não tive tempo de editá-los pra colocar tudo em um vídeo só e upar pro Youtube. Minha irmã também fez uns vídeos booons meses atrás (sim, até ela se encorajou e pegou estrada SOZINHA!) que ficaram ótimos, mas até hoje não foram pro Youtube pelo mesmo motivo.
Então, só pra constar: no dia 8 de dezembro devo chegar no RJ! Vou passar o fds por lá.
Esse post é pros amigos de lá ficarem sabendo, pq eu SEEEEMPRE me esqueço de avisar todo mundo, e SEEEEMPRE reclamam comigo. Vou passar uns 4 dias por lá!
Se alguém quiser ir também, podemos ir pedindo carona na estrada no feriado do dia 8 (é feriado aqui em BH, dá numa quinta-feira). Bora??
Já fiz convite desse tipo outras vezes, e na hora e local marcado apareceram pessoas que eu nunca vi pessoalmente, e então fomos juntos pra saída da cidade e acampamos durante um fds em São Thomé das Letras, a cidade de pedra do sul de Minas.
Quanto a hospedagem lá no RJ pra esse feriado, dessa vez não posso garantir nada pra quem animar ir tbm, pq já garanti a minha e a de uma amiga que chegará por lá de avião na sexta.
Entre em contato por Facebook ou por celular, se vc tiver meu número. Se vc tiver perfil no Couchsurfing existe maior chance de a gente realmente ir juntos (claro que vou procurar dados sobre vc antes da gente viajar, diferentemente dessa primeira vez que citei aí - mesmo que nela tenha dado tudo certo - :P)
só pra ilustrar, um vídeo-tutorial com meu óóóótimo inglês, ensinando gringos a virem do RJ pra BH pedindo carona (muito gringo entra em contato comigo pedindo esse tipo de informação)
Eu PROVO pra vocês que eu não sou louco por viajar sem grana. Louco é esse cara que vai a pé.
5 mil quilômetros a pé, entre Porto Velho (RO) e Aparecida (SP), fazendo um roteiro alternativo que passa pelo Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Argentina, Paraguai, Bolívia, Minas Gerais, Goiás até chegar a São Paulo.
Pois é, postei essa frase no Facebook e deu muita repercussão. Entendam que é somente a fim de fazer as pessoas pensarem sobre este outro ponto de vista. O que deve ser considerado na verdade é a primeira frase, a segunda foi somente pra fazer graça pros amigos.
O seu maldito carro atrapalha minha caminhada, engarrafa meu trânsito, estraga minhas ruas e polui o meu ar. Vc tem mais que a obrigação de me dar uma carona em um dos seus 4 lugares que ainda por cima estão vazios.
mas o fato é: se as pessoas tirassem de suas cabeças esse objetivo de vida que é ter um carro, e passassem a maioria a utilizar transporte público, haveria uma briga muito maior pra exigir transporte público descente, e os governantes teriam que dar um jeito nessas merdas. transporte público é muito mais barato e muito mais democrático e acessível. carro próprio é pra quem tem dinheiro, ou seja, exclui boa parte da população. e eles ainda passam em cima da gente quando a gente quer atravessar a rua, só pq estão dentro de algo mais bruto que o corpo de qualquer ser humano! (com exceção do Chuck Norris, claro) E nem respeitam a merda da preferencia do pedestre que é lei.
Há muito tempo venho recebendo comentários a alguns dos meus vídeos no Youtube que vêm de pessoas revoltadas com minhas opiniões sobre os lugares onde elas vivem.
No Facebook mesmo, alguns meses atrás quando eu estive em Salvador (BA), eu postei uma mensagem cheia de críticas à cidade. Disse que todos os lugares que eu conheci lá fediam, que era cheio de mendigo por todas as partes e que eu me sentia inseguro pois em todos os lugares que eu ia (inclusive nos mais movimentados da cidade) mendigos vinham pedir coisas, e a maior parte das vezes o faziam com tom intimidador.
No Youtube, eu postei um vídeo sobre a cidade de Cabo Frio (RJ), fazendo piadas sobre a ressaca que costuma ter no mar da cidade, que enche a praia de algas parecendo lama. Afirmei que parecia um chiqueiro, que tava "cheio de cocô de porco" (colocando um "xD" depois dessa frase, ainda por cima). Inclusive, eu aproveitei a expressão de uma garota que passava pulando tentando se livrar das algas, pra zombar mais ainda.
Ainda no Youtube, também postei um vídeo onde eu e uma amiga estavamos subindo de carona para o Nordeste brasileiro, e ela afirma que à medida que a gente subia, "as pessoas ficam mais negras e mais feias".
Esses vídeos no Youtube e comentários no Facebook já me renderam muitas críticas, rótulos e palavras de ódio em geral. E isso ainda acontece, por que todos os dias eu recebo notificações de novos comentários de pessoas indignadas, todos chigando de tudo que é nome que se possa imaginar. Caso queira ver os comentários que enviam aos vídeos que posto no Youtube basta abrir a página dos vídeos, os comentários estão logo abaixo assinados por seus autores cobertos de ódio no coração (huashasuh).
O que as pessoas não entendem é o quão eu rio mais ainda quando recebo comentários delas. Eu odeio essa hipocrisia de ficar falando apenas de lugares bonitos, coisas boas, fantásticas, chiques, bonitas ou caras que os lugares têm. Faço questão de criticar as coisas e mostrar pras pessoas o que tem de ruim nos lugares também. O meu vídeo de Cabo Frio no Youtube é o único (pelo menos desde que eu o postei há 2 anos atrás até o momento deste post) que fala sobre a ressaca de algas, ainda que não seja de uma forma jornalística ou formal, mas de uma forma sarcástica e irônica. E se eu tivesse realmente me programado e gasto centenas de reais para passar um final de semana nesta praia (como supuseram em um dos comentários a este vídeo)? Ninguém teria me dito sobre o que eu possivelmente encontraria lá, já que todos só dizem e mostram que a cidade é linda e tudo de bom.
A forma que eu me expresso não fere nenhuma lei. As minhas críticas e exposições de coisas ruins da sua cidade também não. Todos têm direito de criticar o que eu disse (apesar de que em muitos casos, junto à crítica também tentam me ofender diretamente), assim como eu tenho direito de rir da crítica que me fazem, e de continuar mostrando o que eu quizer mostrar de lugares públicos por aí a fora (mesmo que isso fira seus sentimentos de patriotismo ou qualquer coisa do tipo).
A internet tá cheia de pessoas que interpretam as coisas erradas e não sabem diferenciar as coisas, eu sei bem disto. Este post é unicamente para esclarecer a todos sobre o direito que nós temos a criticar as coisas. Direito de achar lugares fedidos, de achar que as pessoas de uma região são mais negras e mais feias que as de outros lugares (pras antas: achar que pessoas negras são feias não é racismo, ainda que isto também não tenha sido dito em momento algum) e direito de dizer que algas da ressaca do mar fazem a praia parecer um chiqueiro.
olha só! eu tinha acabado de chegar na cidade qdo fiz aquele vídeo, e foi a primeira coisa que pensei: se cair uma gota de água aqui inunda tudo, com este rio razo!
obrigado pela resposta! algum dia eu passando por Marechal denovo me lembrarei do seu vídeo e vou entrar em contato pra ver se vc tá livre pra me mostrar um pouco a cidade :)
e também, parabéns por expor este vídeo na web, quem sabe a prefeitura o vê e se sente mais envergonhada a ponto de tomar alguma atitude em relação a isso.
abçs
Haviam 3 anos que eu morava em BH e conhecia muito pouco da cidade! Então resolvi ficar morando por mais ou menos uma semana em cada bairro da cidade onde eu conseguisse hospedagem (seja na casa de conhecidos ou de desconhecidos).
Dessa forma eu pude continuar indo à faculdade, não atrasei meu semestre, pude continuar ganhando alguma grana por continuar indo diariamente pro trabalho (ainda que, dependendo do bairro onde eu estivesse hospedado, fosse maior luta ir e voltar do trampo por ser muito longe e precisar pegar vários ônibus).
O resultado é que agora eu conheço um pouco mais a cidade onde eu moro, eu conheço outros estilos de vida de se viver dentro de Belo Horizonte, e eu pude conhecer e aprender outras coisas, como em uma viagem "comum" pra outros países, estados ou cidades. :P
A hospedagem foi por conta do CouchSurfing, gratuitamente como sempre, apenas com a gentileza das pessoas! :D
O último feriado havia passado, e tooodo meu plano de ir pedindo carona pro Rio foi por água abaixo graças a umas provas de certificação que resolvi fazer. A última vez que eu devia ter viajado era no carnaval, uns CINCO (!!!!!) meses atrás.
Entrei no Facebook e postei uma mensagem perguntando se alguém teria sugestões de onde ir, desde que fosse em Minas. Obtive umas cinquenta respostas.
No fim das contas, resolvi ir para... Raul Soares! Dá pra acreditar? haushaushush
Tudo pensado em ir de carona... mas ahhh, não. Fui de ônibus. (DÁ PRA ACREDITARRRRR???)
Corri pra rodoviária pra pegar o próximo ônibus, que era às 18:30.
Fui eu correndo feito um doido, me esquivando daquele monte de gente, na multidão do horário de rush, desde a praça 7 até a rodoviária.
Mas pra viajar de ônibus precisa de dinheiro! Fui correndo, saquei uma grana, voltei correndo. Cheguei na fila, faltavam CINCO MINUTOS! (Pq claro, além de ter que pagar pela merda, vc ainda tem que estar lá no horário que o ônibus sai.)
A fila tava enooorme. Hora de pegar a mochila e voltar pra casa, como qualquer ser humano faria. Mas nãããããão, tá loco? Fui lá na frente da fila. E nada de furar fila, vamos ser honestos!
- GENTE, GENTE! Eu tenho um ônibus saindo agora as seis e meia, tá quase na hora, vcs se importam se eu entrar aqui na frente?
Ninguém falou nada, exceto uma senhora que não tinha entendido e perguntou "Quê?" pra eu ter que explicar tudo denovo, na cara e na coragem na frente do povo todo. Fiz a simpática (sempre!) e cara de coitado (ter cara de menino nesses momentos ajuda mais ainda), e repeti denovo.
Ela entendeu e disse que não havia problemas. E um senhor disse:
- O meu também sai as 18:30.
Dei um sorrizinho de lado, com cara de meigo mas sem deixar parecer deboche e fiz cara de "o que eu posso fazer?". Na verdade passou pela minha cabeça em chamar ele pra entrar na frente dos outros junto comigo, mas existia a possibilidade de alguém se incomodar (pq afinal de contas, eu havia pedido para EU entrar, e não EU + OUTRO) e achar que virou bagunça.
A garota que estava bem na frente logo me disse:
- Vem cá, mais fácil. Me dá o dinheiro. Pra onde vc vai?
Enquanto ela pegava minha passagem, o senhor tava resmungando com o cara que estava na frente dele na fila. Fiquei olhando pra ele tentar entender o que ele falava, e entendi algo como "esse Brasil é assim mesmo, por isso o país não vai pra frente ninguém respeita nada". E só pra esclarecer, perguntei:
- Você está incomodado por eu ter passado na frente?
E ele disse algo que quis dizer "sim". Aí caí em cima, pq realmente achei ele um puta trouxa em não ter dito "não" quando eu perguntei em tom alto.
- Era mais fácil vc ter negado quando eu perguntei, não acha?
- Eu falei que o meu ônibus também saía as seis e meia!
- Falar que seu ônibus também sai as seis e meia não quer dizer que você é contra. - respondi na mesma "força".
A garota, primeira da fila, me chamou:
- Não se estressa, deixa ele pra lá. Aqui sua passagem.
Denovo fiz cara de fofinho e gradicido, desejei um bom final de semana e saí correndo feito uma louca enquanto lia na passagem de qual plataforma o ônibus sairia.
Cheguei a tempo de ainda comprar um trem de comer e uma garrafa de água.
Entrei e sentei em qualquer lugar lá pro meio do ônibus (odeio ficar pulando nos fundos).
Olhei pro meu celular... meu celular olhou pra mim... o vício já disse "abra a tampa!" mas não adiantava nada, o display não tava funcionando, não dava pra ver nada na tela. Grandes fezes ter 3G nessas horas. A certeza: a viagem seria uma merda das piores possíveis.
Até que eu vi êla, uma travesti guardando sua mala pra entrar no ônibus. Com seus super seios turbinados, um cabelão lisíssimo até a cintura, as sombrancelhas bem fortes feitas de lápis e um vestido azul (bem elegante!) curtíssimo. Sozinha e imponente, daquelas que jogam na cara que é um homem vestido de mulher, e não está fazendo questão alguma de passar impercebível como se fosse uma mulher comum.
É, eu admiro as travestis. "Gosto mais que lazanha", como diria meu irmão gemeo. Você que está lendo esse texto com certeza não é forte o suficiente pra enfrentar os iguais a você, como elas estão fazendo a cada segundo de vida até hoje em 2011. E eu digo "enfrentar" por quê sempre, em qualquer lugar que elas vão, sempre existem aqueles que passam de longe e gritam (claro, eles estão de longe!) querendo provocar. E aqueles que passam as desejando de forma muito oculta, um desejo que só elas sabem que existem (e como elas sabem!).
Beleza, eu devo ter acabado passando os carros na frente dos bois. Acho que o certo era eu ter deixado pra falar isso no final, mas a grande verdade é que eu queria escrever esse post pra falar principalmente essas coisas, essa minha admiração, então já acabei as adiantando. kkkkkkkkkkkkkAgora conseguirei escrever fluindo melhor, sem detalhes demais.
Êla, a travesti que tava guardando sua bagagem (não posso usar mala nesse contexto, pra evitar ambiguidade, sorry) se chama Suelen. Cresceu na mesma cidade que eu, estudou na mesma escola que eu, teve os mesmos colegas de turma que eu, e inclusive me bateu algum dia quando eramos criança.
Depois que crescemos, eu morei em várias outras cidades e quase nunca volto a Raul Soares. Então rarissimas vezes eu a via, mas sempre fazia questão de comprimentá-la, como uma tentativa de puxar conversa. E tivemos algumas breves conversas, bastante reveladores aliás, que esclareceram segredos MUITO fortes, inclusive sobre "homofóbicos" da minha família. Mas deixa pra lá. hahahah.
Em sua homenagem, um gatinho que me deram uns 5 anos atrás quando eu morava numa república com 12 homens heteros em Viçosa ganhou o nome de Suelen. E um dos caras até disse que não aceitaria esse nome pq o gato era macho, mas eu lancei um curto "quem é o dono?" pra resolver aquela babaquisse.
Ela entrou no ônibus, também estava a caminho do final de semana em Raul Soares. O ônibus lotado, ela entrou com todos olhando pra ela, e pediu pra o cara que estava em seu lugar (marcado na passagem) pra dar licença. Os amigos do cara, que estavam na poltrona de trás, estavam rindo e fazendo altas piadas, inclusive com esse cara durante o tempo que ele trocava para a poltrona do lado. Sabe-se lá se estavam se divertindo de algo aleatório, ou se os caras estavam fazendo piada contra o amigo seus que iria sentado do lado dela. Só sei que eu estava feito uma criança gritando feliz e empolgado o nome dela, lá de trás do ônibus, pra convidá-la a assentar comigo. Não rolou, pq quem tinha reservado a poltrona que eu estava pediu pra que eu saísse, e ela estava preferindo ir em seu lugar mesmo, já que era na janela (e talvez pq o cara que ia ao seu lado era bem gato tbm hausahsuahs).
Passou mais ou menos uma hora, e a merda do ônibus (malditos ônibus!) ainda não tinha nem saído da região metropolitana de BH. Eu já tava quase pulando pela janela, me roendo inquieto, entediado, sem nem ter como me entreter com o celular por causa da bosta do display ferrado.
A minha salvação foi ter ido chamar a Suelen pra sentar lá atrás comigo, e ela ter aceito dessa vez. A garotinha que estava no banco a nossa frente, pulou em pé no banco e ficou perguntando pra sua mãe:
- Ele é o amor dela?
Hahahah. E a Suelen:
- Não, ele é só meu amigo..
E a menina continuava perguntando. Até a mãe dela respondeu:
- Ela é amiga dele, não é o amor não!
Mas a menina tagarela não parava. haushasuhuh Aí conversamos um pouco com ela, ela perguntando nossos nomes, a gente perguntando o dela, essas coisas..
Bom, vou ser chato e acabar a história já. Eu pensei que continuaria sem muitos detalhes mas já tô aqui escrevendo na quinhentésima linha e não paro de detalhar coisas. Dificuldade de ser objetivo pra escrever contando histórias longas que sempre tive hahahah
No fim das contas, foram 5 horas de viagem. Todo mundo dormindo no ônibus e nós dois lá atrás não parávamos de falar, e falamos de tudo.
Aí, dos pontos mais marcantes foi ela me contando sobre seu mundo, seu dia-a-dia. Sobre ela gostar muito de viajar, que durante uma fase viajou pra caralho de carona por vários estados brasileiros, e muito mais "na loucura" do quê vcs acham que eu faço: ela além de sair sem grana, não tinha couchsurfers ou amigos de internet ou amigos de amigos pra hospedá-la. Ela se virava por aí, e ia conhecendo vários lugares! E acredito que por isso a gente pôde falar de tantos assuntos variados, e sobre os "mundos" tão diferentes do nosso mundo.
Em uma parada do ônibus num posto desses grandões pras pessoas poderem comer, peguei algo pra comer e uma coca-cola, e enquanto eu comia ao seu lado lá na porta, ela disse:
- Claro que eu gosto de chamar atenção. Mas não é sempre. Agora por exemplo, eu sou uma pessoa qualquer viajando, mas as pessoas em volta só olham pra mim.
Disse isso fumando seu cigarro. E não em tom de drama, mas mostrando um fato que as pessoas comuns não sabem como é, uma diferença entre eu, que sou "mais um" entre aquelas pessoas, e ela, que poderia ser eu com seios e roupa do outro sexo.
Propuz que viajássemos pedindo carona pra qualquer lugar algum dia, já deixando claro que eu vou mesmo fazer esse dia existir.
Nos encontramos novamente numa festa na noite seguinte a que chegamos em Raul Soares. Eu estava com pó compacto e base no rosto, lápis e sombra nos olhos, apesar de estar com roupas masculinas.
Foi mais uma homenagem a ela, ou uma inspiração depois de eu ter ficado tão próximo naquelas 5 horas de viagem de uma PESSOA tão igual à cada um daqueles que desde criança eu escutei (e escuto) fazendo piadas com seu nome, e tão igual a mim que eles tanto admiram por ter conhecido tantos lugares na cara e na coragem, levantando o dedão por um bocado de estradas.
Tavamos na PUC São Gabriel na aula a noite e fomos pra saída da cidade (Belo Horizonte) pedir carona durante a madrugada.. Só não foi fácil chegarmos lá, primeiro o cobrador do ônibus que pegamos até a saída da cidade disse pra descermos em lugar errado, e ficamos pedindo carona em sentido errado! Uma história e tanto, andamos pra caralho pelo anel rodoviário...
hahahahahah
este vídeo me lembrou tanto os milhões de momentos que eu e Maria ficávamos fazendo coisas estúpidas e aleatórias na beira da estrada pra deixar o tempo passar sem ficarmos estressados pelo cançaso, sol forte e coisas do tipo..
pq não sei se vcs sabem, mas temos que cuidar o máximo possível pra não ficar pedindo carona com uma cara de mal amado, como se fosse bater em quem parar.
este aqui é um desses nossos momentos:
Também achei uns vídeos legais de uns japoneses também fazendo coisas estúpidas pra se divertirem (huashaush), mas tá em inglês. Eles chegaram a pedir carona no meio da cidade (isso realmente é loucura, mas já fiz algumas vezes tbm):
Hitchhiking in Japan
Bom, assim como a Pira (a garota de Florianópolis que eu estava hospedando algumas semanas atrás), existem outras pessoas que também me encontraram por acaso na internet e me ofereceram hospedagem pelo mundo afora. Geralmente me encontram navegando pelo google, orkut, youtube, couchsurfing, etc..
Me lembrei de dois vídeos que tenho contando algumas dessas histórias:
Isso aí que é caroneiro de verdade:
| fonte: quatro cantos |
O termo carona usado no Brasil pode ser traduzido de três formas para a língua inglesa, cada uma com seu significado específico. A carona feita regularmente entre amigos ou colegas de trabalho é chamada "carpool", enquanto que a carona solicitada em vias públicas a desconhecidos é designada "hitchhiking". A carona "clássica", ou seja, a carona esporádica entre conhecidos é referida pela expressão "get a lift" ou "get a ride".fonte: Wikipedia
Desta vez, a Pira, uma garota que me viu no Youtube e me hospedou no sul do Brasil, é quem está passando uns dias aqui em casa.
Ela me contou uma coisa engraçada. A mãe dela depois de ver meu vídeo reencontrando (após viajar 6000km de carona pelo Brasil) com meus pais, disse pra ela aproveitar que está aqui em Minas e ir ao interior do estado conhecer eles. E ela me disse "mas aquele vídeo dá vontade mesmo de ir lá conhecer eles, os dois tudo preocupados com você viajando por aí.."
Olha só o que aprontei com meus pais..
Mas tem que ser assim, uai. Se não a gente num conhece nem o outro lado da rua. hauahuah
Quando estava em San Luis, Argentina, eu fui hospedado numa cidadezinha muito bonitinha e plana, chamada La Punta.
Na casa do couchsurfer Alejandro, onde fui hospedado, 5 ou 6 outros viajantes foram hospedados lá na mesma semana. Foi uma experiência e tanto, o lugar era lindo, e estas pessoas tinham vindo de países ou lugares distantes, de carro, bicicleta, avião ou de carona.
Tinhamos sotaques diferentes, e pessoas se comunicando em idiomas que não eram aquele que aprenderam desde criança!
| Eu e o alemão Tim, estudávamos com nossos dicionário de espanhol praticamente o dia inteiro pra poder nos comunicar. |
| Pessoas de países ou lugares distantes, vindas de carro, bicicleta, avião ou de carona. Couchsurfers em San Luis, Argentina. |
| Zuzana na aduana de Andorra, chegando na Espanha. Encontrou wifi liberada e conversávamos pelo Skype, enquanto ela estava atenta aos carros passando para pedir uma carona. |
| Hendel em Pumamarca (Argentina), chegando na Bolívia, com a minha parceirona nas costas, que eu espero estar doendo menos suas costas, e protegendo mais suas roupas :) |
Tô aqui super surpreso!
Acho que me esqueci de vir aqui contar que um cara me ligou há um tempo atrás com DDD 061. Ele passou 30minutos me pedindo dicas de carona e querendo saber como funciona isso..
Então ele resolveu cair na estrada, e veio parar primeiro aqui em BH pq queria me conhecer e pegar mais informações. Acabou levando mais que isso, levou também minha mochila, que emprestei porque a dele estava destruindo suas costas!
Enfim, hoje, depois de um mês, me lembrei da existência dele, que desde que saiu da casa de um amigo meu em São Paulo, não havia mais mandado notícias.
Entrei no perfil dele pra saber onde ele está, e lá dizia que ele já está na Argentina!!
holaa!! finalmente tengo internet, aún que no quiera quedarme mucho tiempo escribindo aqui pues tengo hambre y necesito calientar el almuerzo de ayer para comerlo.
El 9 de enero quice salir (despues de una semana allí) de Rio Branco (Acre) y finalmente salir del país. Ya estoy hacen 10 días viajando.
Fernanda, la hermana de Bruna, me dijo que habia un hombre que todos los días sale a trabajo de Rio Branco rumbo a Assis Brasil, la frontera del estado de Acre con Peru. Su horario de salida creían que era a las 5 de la mañana. No teníamos su telefono y Bruna se ofreció para llevarme hasta su casa a las 4 de la mañana para preguntarle si podría llevarme cuando se estuviera saliendo. Bruna estuvo toda la noche dispierta y yo dormi unas 5 horas, hasta que salimos rumbo a la casa del hombre. Le esperamos desde las 4 hasta las 5 horas de la mañana, cuando finalmente salió una mujer y dijo que él no vive mas allí.
Todavía era noche, y Bruna me dijo que ibamos a esperar hasta que el sol se sale y entonces me iba llevar a la salida de la ciudad para yo pudiera seguir haciendo dedo. Mientras el sol no nacía, ella tuvo la idea de irmos a su casa y pedirle a su mamá dinero para irse a Epitaciolândia (adonde vive cuando no esta de vacaciones de la universidad) para resolver unos problemas y aprovechar para ayudarme. Bruna creía que yo no iba a conseguir que me llevasen, pues segundo ella en su estado nadie lleva a desconocidos que hacen dedo en la ruta (aún que nunca lo hubo intentado). Por mi suerte, su mamá le dió el dinero.
Asi como estabamos, seguimos viaje en el mismo momento.
En Brasiléia, al lado de Epitaciolândia, hemos visto un montón de haitianos. Ellos estan veniendo a Brasil buscando trabajo ya que despues del Tsunami que hubo en Haiti esta muy dificil la vida en el país. Quice hacer videos y intentar hablar con ellos, aún que sus idioma es el criole y yo no sé nada de este idioma. Los haitianos son incriblemente negros! Había una plaza que la llamamos Plaza de los Haitianos, pues un montón de ellos se quedaban allí, que esta en frente a una casa que el gobierno les alojan. Pero no quice hacerlo, pues no quería que ellos se sentisen bichos de zoologico o algo como esto. Igual tambien yo no tenía tiempo ya que no me quedaría ni 24 horas en la ciudad y queria conocer Cobija, la ciudad en el lado boliviano.
Cuando llegamos a Epitaciolândia Bruna quice dormir ya que no habia dormido durante la noche. Yo tambien fui a dormir un poco más, ya que tambien estaba cansado por dormir solamente 5 horas en la noche.
| he dormido en la hamaca y bruna en la cama abajo |
| Leo Carona en Cobija, Bolívia |
| Llegada a Peru - ciudad de Iñapari |
Recorrido - puntos adonde hice dedo hacia el trayecto de Porto Velho (RO) hasta Rio Branco (AC):
Llegué al norte de Brasiiiiil!!!!! Ahora empeza mis vacaciones y mi viaje :)
No me había encontrado a nadie del CouchSurfing (la comunidad de viajeros que ayudan a viajeros - muchas veces con alojamiento sin costos) por aca, pero hice una busca y encontré dos muchachos: uno del Manhunt que me ofreció hospedaje y otro de un canal de videos en Youtube que me ofreció amistad y enseñarme su ciudad, casi que como un guía turístico :)
El primero se llama Bosco y solía viajar a dedo regresando de la universidad para su casa, asique tiene el espírito de bondad para ofrecer a mi alojamiento sin buscar sexo a cambio - como mucha gente lo piensa pasar ya que lo encontré atraves del Manhunt. Este muchacho trabaja en una peluquería y es un tipo muy simpatico, que me presentó un montón de sus amigas y ahora nos tenemos todos casi que como amigos de infancia (como me dije una chica: "no sé, me parece que te conosco hace mucho, me acuerdas a álguien").. todos que he encontrado por aca son incriblemente hospitalários. una gente que vive sin demasiado stress (o quizás viva, pero como llegué en fecha de vacaciones estén mas tranquilos jejej)..
Bosco pidió a una amiga suya que me buscase en el aeropuerto en su carro... asique me conseguió lo primero viaje de mi trayecto de esta vez. jajajaj Llegamos a su casa y habian un montón de chicas tomando cervezas.. hablamos un montón, y fuimos dormir cerca de las 4 de la mañana. A la tarde, Bosco se fue a trabajar y me dejó solo con la llave de su casa. Despues, vino Rita - una de las chicas que conoci el día anterior - y me hice compañia. Rita me llevó hasta la Estrada de Ferro Madeira Mamoré, donde pude encontrar con Saimón, el segundo muchacho, que me ofreció enseñarme la ciudad.
Saimon es un tipo que sabe muuucho sobre toda la región, que habla muy bien y lo hace como si fuera un periodista de tv (incluso si hablas con él en persona, sigue tenendo la manera de hablar como si fuera un profesor o estuviera hablando a sus videos jejej). Me enseñó un par de cosas sobre la historia del rio Madeira que cruza la ciudad y me llevó a unos miradores más arriba subiendo la calle. Hicimos unos videos muy chevere, como si estuvieramos grabandonos videos para nuestros canales en Youtube y entonces mostrábamos uno al otro, presentandonos.
buenas tardes muchachos! :)
despues de años, aca regreso!
les cuento que me voy a hacer dedo por otros países de sudamerica mas una vez! ahora me voy por Peru, quizás llego a Ecuador..
aún no sé adonde me voy a escribir el diário de lo viaje, pero creo que voy a hacerlo en español, para que la gente de Peru que yo venga a conoscer por internet, pueda encontrar informaciones sobre mi..
Aca escribi sobre mis planes (ya en español):
http://historiasdeumleocaroneiro.blogspot.com/2011/12/viajar-dedo-en-peru-desde-porto-velho.html
no más, nos vemos por sudamerica!
Bom.. dois meses já se passaram desde que voltei pra casa..
durante estes 2 meses um tanto de coisas já aconteceram!
amanhecendo, o Tripa me acordou pra ver o túnel que passa debaixo do rio entre a cidade de Santa Fe e Parana (na Argentina ainda)..
o cara do outro caminhão ficou pra trás. o caminhão dele tinha problemas nos pneus, assim ficou numa cidadezinha pra ir num borracheiro quando amanhecesse..
"O CARONEIRO É O PSICÓLOGO DO CAMINHONEIRO"
bom, na segunda-feira passada cheguei à capital San Luis, da provincia de San Luis..
há 1 semana que estou aqui, e tem cido ótimos dias!!!
estou hospedado na casa de um cara que chama Alejandro, e nesta semana que passei aqui já tiveram 8 pessoas juntas com agente!
um americano famoso que viaja o mundo de bicicleta fazendo algum tipo de trabalho comunitário pra ajudar crianças dos EUA, um argentino que mora em Rosário (perto de Buenos Aires) e está indo até o Chile de bicicleta também, dois irmaos do sul da argentina, um alemao e um outro argentino de La Plata...
todos conversamos em Castellano, com exceçao do americano que só fala ingles!!
os irmaos do sul estavam de carro, assim saímos com eles pra conhecer muuuuitos lugares ao longo da provincia de San Luis.. ooooooooow lugar lindo!!bom, to postando isso sem fotos pq esqueci o cartao de memória na casa do Alejandro.. hoje só estamos eu, Alejandro e o alemao, o resto do pessoal já vazou.
está re-difícil conseguir hospedagem por aqui e em Santiago, ninguém está disposto a me ajudar, certamente porque estou viajando sem dinheiro. já recebi mais de trinta "nao" nos últimos dias, e tenho aprendido muito com isso!
mas quanto a carona, foi MUITO fácil de Buenos Aires até San Luis pela ruta 7... peguei 3 caronas, e nao fiquei nem 5 minutos em pé levantando dedo pra conseguir cada uma delas!
o último cara tava em um carrao, me ofereceu seu celular pra eu dar notícias minhas pra minha família no Brasil e ainda me deixou no centro da cidade onde Alejandro estava!! master gente boa, e sabe pq ele é assim? pq uma vez teve que caminhar por 100km porque ninguém dava carona pra ele!
com muito custo consegui uma hospedagem em Mendonza, entao amanha cedo sigo pra lá. depois cruzo a fronteira rumo a Santiago, no Chile..
meus dois ultimos dias em Montevideo foram bem chatos, eu tive medo de sair de casa, insegurança de nao conseguir me comunicar..
daí, chegou o dia de ir pra Buenos Aires..
fui de barco, com mais uma passagem que Ariel me deu.. já disse, ele disse que eu era convidado e que nao tinha que me preocupar com essas coisas.. e essa passagem de barco era o que eu mais desejava nesses últimos dias, pq é rápido e nao é caro (levando em consideraçao o caminho que se tem que fazer pelo continente).
o cara que ta me hospedando em Montevideo disse que eu nao podia ir embora do Uruguai sem conhecer a capital turística da América do Sul: Punta del Este. mas eu nao tinha tempo pra ir de carona, nem hospedagem... e ele me deu passagem de ida e volta de onibus!!